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  • Dark Victory, 1939

    Edmund Goulding

    Estados Unidos

    Por que a escolha?

    Em Vitória amarga, a doença se torna pathos: o sofrimento como uma comoção que intensifica a emoção e transforma a percepção. O excesso expressivo não funciona como artifício, mas como o meio pelo qual o colapso do corpo e a alteração do tempo se tornam perceptíveis.

    Cavalos, velocidade, excessos. Judith Traherne leva uma vida trepidante, como se a aceleração fosse uma forma de evitar o vazio. O aparecimento de um tumor cerebral interrompe esse ritmo. O diagnóstico anuncia a morte e altera sua percepção do tempo. A partir desse momento, a vida se reorganiza. Judith deixa sua mansão, aceita o amor do médico que a opera e se instala em uma cabana longe da alta sociedade.

    O melodrama articula essa transformação por meio de um desenfreio emocional: lágrimas, raiva, negação. Mas esse excesso não encerra a narrativa; ele a conduz a um outro ritmo. A doença introduz uma outra temporalidade: canções que se repetem, caminhadas solitárias. O corpo, antes exposto em vertigem, se recolhe a uma experiência mais serena. Assim, o gênero cinematográfico, por meio do histrionismo, expõe a doença como uma experiência emocional total que impõe outro ritmo vital.

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