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  • Sin título, 1993

    Eugenia Vargas-Pereira

    Chile

    Por que a escolha?

    Nos últimos anos, intensificaram-se as práticas artísticas que abordam o antropoceno: elas buscam –entre outras coisas– problematizar a irreversibilidade do impacto da atividade humana na natureza; o antropocentrismo que subordina o resto dos seres vivos e o meio ambiente.

    Nessa linha de pesquisa, a artista chilena Eugenia Vargas-Pereira (1949) utiliza a performance, a instalação, o vídeo e a fotografia como espaços de experimentação e reflexão sobre o corpo feminino e a natureza.

    Definidas como body art, o conjunto de práticas artísticas em que o próprio corpo é utilizado como suporte enquadra a obra de Vargas-Pereira, para quem seu corpo é ao mesmo tempo suporte e mensagem. Em suas autorrepresentações, ela busca questionar os modos de vida que degradam a natureza e conduzem ao colapso ambiental, mas sua obra também é atravessada por demandas feministas. Para a artista, existe uma correspondência direta entre a violência exercida contra as feminilidades e a destruição sistemática da natureza. O modo de produção capitalista, por meio do extrativismo, se apropria e destrói ecossistemas para subsistir, da mesma forma que expropria e sacrifica os corpos das mulheres.

    Ficha técnica

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