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  • Cléo de 5 à 7, 1962

    Agnès Varda

    França

    Por que a escolha?

    O cinema da Nouvelle Vague procurou romper a estagnação e as estruturas temáticas e técnicas do cinema convencional para produzir narrativas menos artificiais, mais próximas da vida. Tratava-se de sair às ruas, câmera em mãos, para registrar, com luz natural e som direto, tudo o que acontecia nas cidades e tudo o que acontecia com seus habitantes. Cléo de 5 à 7, de Agnès Varda, ícone desse movimento, registra o declínio físico e psicológico da cantora Cléo Victoire enquanto ela aguarda o resultado de uma biópsia que determinará se ela tem ou não câncer.

    Das 5 às 7 da tarde, em tempo real, o filme acompanha Cléo desde que ela visita uma tarotista — cujas cartas confirmam seus medos — até o momento em que o médico lhe dá o diagnóstico definitivo. Sozinha e acompanhada, contente e aflita, Cléo percorre uma Paris agitada e cosmopolita, cujo barulho e vitalidade contrastam com seu tempo pessoal e seus monólogos internos. Varda aborda o medo da morte de sua protagonista por meio da consciência ampliada. Tanto Cléo quanto nós, seus espectadores, adquirimos nesses 90 minutos uma dimensão aguçada, minuciosa e harmoniosa do mundo e da vida. Prestamos atenção em cada detalhe, escutamos todas as conversas e abraçamos o mundo com a alegria triste de quem sabe que está vivo, mas pode deixar de estar a qualquer momento.

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