Foto: CSU Archv/Everett/Rex
A Redoma de Vidro, 1963
Sylvia Plath
Estados Unidos
Por que a escolha?
Através de seu alter ego Esther, A Redoma de Vidro narra o caminho de Sylvia Plath (1932-1963) rumo à desintegração, sua viagem interior rumo ao abismo da doença mental. Escolhemos este livro, que é seu único romance, porque ao narrar esse caminho Plath traça com precisão todos os aspectos do patriarcado que fizeram de sua curta vida um inferno. A pressão que existia sobre a mulher em relação à maternidade e à família, o infalível duplo padrão que tornava impossível para elas aquilo que estimulava para eles, a obrigação de optar e, portanto, de desconsiderar e sacrificar as possibilidades de desenvolvimento individual, a falta de controle sobre a própria vida, a condescendência com as obras produzidas por mulheres, para citar apenas alguns. E, como se tudo isso não fosse já o fardo perfeito para o infortúnio, como se ter sido colocada em uma redoma de vidro não fosse já um disciplinamento suficiente, Esther (Sylvia) também teve que sofrer a rígida prática psiquiátrica destinada a "curar" (e quebrar) a personalidade de uma mulher fora dos padrões da época.
Ficha técnica
