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  • Foto: Roberto Marossi

    Brick House, 2019

    Simone Leigh

    Estados Unidos

    Por que a escolha?

    As esculturas de Simone Leigh (1967) fundem diversos tempos históricos, lugares e culturas, reunindo elementos artísticos da tradição africana e da diáspora com formas do corpo feminino, utensílios do cotidiano, como jarras e tigelas, e uma rica mistura de elementos arquitetônicos.

    Em Brick House, esculpida em bronze e com quase cinco metros de altura, uma figura de cabeça grande, sem olhos, cabelos longos trançados e tronco com a forma arquitetônica de uma típica casa abobadada de barro africana, representa uma mulher negra, poderosa e majestosa.

    Simone Leigh começou a figurar no mundo da arte há cerca de vinte anos e tem uma vasta obra que inclui vídeo e performance. História, patrimônio cultural, racismo, colonialismo e a situação marginal da mulher negra são os temas de sua obra. Sua produção artística ganhou pleno reconhecimento quando a Brick House foi instalada no espaço de arte contemporânea do parque elevado High Line, em Nova York, em 2019. Foi uma vitrine que impulsionou enormemente sua carreira, levando-a em 2022 a ser a primeira mulher negra a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza, com a exposição Sovereignty.

    Brick House> e o conjunto de obras escultóricas do mesmo formato que compõem Sovereignty (Soberania), abordam o que Simone Leigh chama de “subjetividade feminina negra”, conceito com o qual ela explora o mundo interior e promove a afirmação da identidade e da autodeterminação da mulher negra após séculos de silenciamento e negação.

    Ficha técnica

    No Face (Pannier), 2018

    Foto: Matthew Marks Gallery

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