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  • It’s A Man’s World I and II, 1965

    Pauline Boty

    Reino Unido

    Por que a escolha?

    Pauline Boty (1938-1966), uma das fundadoras e única pintora do pop britânico, aborda a sexualidade feminina e questiona o patriarcado, estabelecendo assim sua projeção e marca no quadro do feminismo na década de 1970. Boty, que só foi reconhecida muito depois de sua morte prematura, aos 28 anos, deixa a marca do espírito livre que a caracterizou durante seus anos de vida, nos quais fez parte da juventude que mobilizou a revolução cultural chamada The Swinging Sixties. Sua perspectiva feminina, moderna e liberada enriqueceu o movimento e incluiu, de forma crítica e transgressora, as questões de gênero no contexto dessa vertente artística tão masculina. A representação da sexualidade feminina em Boty lhe rendeu o rótulo de "pop feminista". Obras como The Only Blonde in the World e Color Her Gone revelam empatia e celebram a sexualidade livre que, segundo ela, era encarnada na figura de Marilyn Monroe. Em It’s A Man’s World I and II, ela critica o sexismo e o olhar dos homens sobre as mulheres, destacando as diferenças entre os dois mundos.

    Este díptico –literalmente– divide a pintura e os sexos em dois: o mundo masculino está à direita e o feminino está à esquerda. A vertente masculina é representada por personalidades célebres do mundo da música, da literatura e da ciência que aparecem vestidos, em primeiro plano e em um ambiente de ação, fama e progresso. O lado das mulheres é representado por figuras femininas anônimas e nuas, com imagens retiradas de revistas pornográficas, com fundo de natureza e postura passiva. Com essa linha preta que divide os dois mundos, Pauline Boty mostra o desequilíbrio e a diferença de gênero estabelecidos pela sociedade patriarcal, a mesma que ela questionou e da qual se emancipou com sucesso.

    Ficha técnica

    The Only Blonde in the World, 1963

    Color Her Gone, 1962

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