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  • Undressing, 2006

    Nilbar Güreş

    Turquia

    Por que a escolha?

    Nilbar Güreş (1977) desafia os códigos autoritários imperantes nas sociedades patriarcais que exercem seu poder sobre várias minorias, com particular ênfase nas mulheres muçulmanas, cuja identidade e liberdade são limitadas não só dentro de suas próprias sociedades, mas internacionalmente, devido ao estigma existente em torno do Islamismo no Ocidente. Sua produção artística abrange pintura, colagem, escultura, instalação, fotografia e vídeo, e se concentra na representação da identidade muçulmana, da identidade queer e das desigualdades de gênero.

    Undressing, que surgiu como resposta à crescente islamofobia no Ocidente, especialmente na era pós-11 de setembro de 2001, é um vídeo em que a imagem mumificada do artista está envolta em uma enorme quantidade de véus que ela começa a apalpar e a retirar lentamente enquanto pronuncia os nomes das donas de cada um deles, um por um. Cada véu evoca uma mulher, amiga ou familiar, com uma história única e pessoal. Güreş utilizou a ideia de despir-se como uma “analogia inversa” e sua prioridade era revelar a identidade e a autonomia das mulheres, independentemente de sua ideologia política ou religião. Para ela, a figura da mulher muçulmana coberta por um hijab é usada, e abusada, pela direita radical na Europa para rejeitar o que é muçulmano, anulando assim a individualidade e a identidade das mulheres.

    Seu compromisso com a individualidade e a autonomia das mulheres é recorrente em sua produção artística, como fica evidente em uma de suas obras mais representativas: Self-Defloration, uma colagem em que uma mulher, dona absoluta do próprio corpo, se deflora. Essa vigorosa transgressão das normas de gênero preestabelecidas é um apelo ao empoderamento feminino e um teste de resistência diante das estruturas discriminatórias globais.

    Ficha técnica

    Self-Defloration, 2006

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