O tempo no corpo. O olhar do cinema sobre o câncer
Videoensaio
Nos primórdios do cinema, o câncer era tratado como um problema de saúde que precisava ser divulgado e informado. Por volta de 1940, Hollywood começou a encarar a doença como pathos e seu tratamento, inserido no melodrama, passou a projetar um olhar subjetivo sobre a doença. Desde então, e até hoje, o câncer é percebido pelo cinema como uma experiência emocional radical e seu tratamento cinematográfico é, na maioria dos casos, o de uma comoção que reorganiza a relação com o tempo, com os laços afetivos e com a própria vida.
Os filmes desta retrospectiva não narram lutas heróicas nem histórias de superação. Não apontam vencedores. Aceitam a doença como parte da existência e observam seus efeitos sobre a vida. Esses filmes mostram o que acontece após o diagnóstico: a avaliação da própria vida, a necessidade de reparação, a possibilidade de escolher o fim.
Edição e design sonoro: Sociedad Anónima del Sonido
